Projeto Inclusão: descrição da apresentação

[Ligia] Bem boa tarde a todos, muita alegria que nós estamos aqui, iniciando uma iniciativa um projeto de inclusão, é de uma forma geral, nas casas espíritas, mas é um conhecimento uma prática que pode servir para todos as pessoas. Meu nome é Lígia, eu sou uma pessoa branca, sua mulher branca, uso óculos, meu cabelo é preto, curto. Eu estou com uma blusa rosa de botão, e atrás de mim tem uma pequena biblioteca. Aqui nós estamos com nove pessoas, integrando esse grupo, ainda nove né? A gente espera que tenha mais pessoas… E a gente teve essa ideia, é… assistindo o vídeo da Mylene, a entrevista da Mylene, que está disponibilizada no nosso espírita.info, essa entrevista impactou para mim diretamente em mim, e me mobilizou no sentido, de que o que que nós espíritas, estamos fazendo para incluir essas pessoas? Para realmente é… ser um Centro Espírita, onde todos podem acessar com tranquilidade, onde qualquer um pode assistir uma palestra, onde qualquer um pode ouvir uma palestra, de acordo com as suas possibilidades? Então, como é que o Centros Espíritas estão tratando disso? Dos centros espíritas que eu já frequentei, que foram alguns muitos, [risos] é… a maioria não tem nenhum tipo de acessibilidade; a maioria não tem nenhuma equipe preparada; a maioria não tem nenhum tipo de de… mesmo a educação individual, que a gente deveria ter a gente não tem. Então a proposta aqui, é justamente mostrar algumas coisas né? Que pode… algumas coisas muito simples de fazer, com atitudes pequenas, outras com que realmente requer algum tipo de reforma estrutural, no centro espirita, se assim for possível claro. Então, agora eu vou partilhar a tela com vocês… do compartilhar a tela com vocês, e vou mostrar como é que a gente estruturou esse trabalho. Então a gente inicia lá a nossa página espírita.info/inclusao, então a gente explica né? Eu tentei fazer um texto que os leitores para cego conseguem enxergar né? Os de deficiência visual. A gente tentou também tentou colocar algumas e alguns plugins né, que a gente fala algumas ferramentas, para poder minorar né, a dificuldade ou de ouvir, ou de acessar essa essas informações, ou de acessar essas informações de quem tem baixa visão né. Então elas estão aqui essas duas ferramentas, e o texto também tá um pouquinho maior do que o normal. E a entrevista da Mylene, também está aqui… Então aqui, eu coloquei um texto a respeito de como Jesus, entendia como é que a gente pode colocar como Jesus entendia da… sobre inclusão né? Que aí eu cito a história do bom samaritano. E como primeira ação que a gente fez, foi estar implantando né? Estar num processo de implementação do Diálogo fraterno, exclusivamente para surdos. Então tanto a Queila, que está aí quanto a Dandara, as duas vão, vão atender essas pessoas que tiverem, forem surdas, né? Para poderem então, ter um lugar para se expressar, para falar sua sobre si mesmo né? Então assim, o trabalho bastante é pioneiro aqui em Juiz de Fora, eu não sei nas outras regiões. Então aqui nós temos alguns objetivos específicos. A ideia é a gente fazer um vídeo, a gente disponibilizar um vídeo por semana de 30 minutos, em que os temas propostos, a princípio, são: entendendo a inclusão; diversidade humana e espiritismo; acessibilidade como direito a inclusão; educação Espírita e infância; Existe preconceito no movimento Espírita? Inclusão, reflexão sobre a Lei da sociedade, a lei do Progresso, entre outras que a gente vai implementar de acordo com as sugestões do público. Uma coisa importante eu esqueci de mencionar, é que nosso trabalho de inclusão, ele não se limita somente as questões da inclusão das deficiências das pessoas que têm com deficiências intelectuais ou físicas. Mas também das pessoas que têm dificuldade acessar o centro por causa das suas peculiaridades. Da questão homoafetiva, das questões de raça né? A gente vê que tem muitas pessoas, que têm… que a gente vê poucas, é o contrário, né? A gente vê poucas pessoas de pele preta né? no centros espíritas e no entanto a gente vê muitos assistidos e assistidas nos centros espíritas. Então a gente precisa rever essa essa colocar essas coisas todas. A gente precisa realmente tentar fazer essa inserção, né esse trabalho de inserção de uma forma ampla. E a importância dos termos que é outro item é importante de a gente tá sempre atualizado, porque a nossa sociedade, a partir do momento que ela vai se conscientizando, cada vez mais, com as necessidades do próximo, a gente vai entendendo melhor essas questões. A gente vai incluindo melhor em relação aos termos que a gente usa. E aqui por fim, a gente faz algumas recomendações né, tem alguns sites interessantes que a as pessoas podem acessar, o site da Ame, que tem muita coisa sobre inclusão. Inclusive a Dandara e a Queila, trabalham também para Ame, e estou fazendo vários trabalhos juntos ai pessoal do Espiritismo da cidade né? e outros links de interesse. Então a nossa… por enquanto a nossa equipe, ela se está com nove pessoas, está com oito pessoas, e a gente pretende que isso se aumente com o tempo, então vou parar [o compartilhamento de tela]. Voltando aqui. Então eu gostaria que cada um se apresentasse, Apresentasse o nome, apresentasse o que que vai fazer, e a ideia que tem do projeto. Vamos começar com, Deixa eu pensar aqui, Fludoaldo.

[Fludoaldo] Gente boa tarde, é com muita satisfação que eu estou neste grupo, com esse propósito tão nobre e tão necessário, que é oportunizar o acesso à Doutrina Espírita por todos, independente da sua condição física. E como espíritas, sabemos que é uma condição temporária, não é? O que é que eu acho que a gente é necessário, que eu penso está no seguinte: eu sou cego, desde os 12 anos e tenho vivido algumas situações, que me causa embaraço, tanto para mim como para as demais pessoas. Essa questão da inclusão, no meu entendimento, é necessário que a gente trabalhe muito fortemente a acessibilidade atitudinal. Ou seja, a forma, que a pessoa enxerga o deficiente. Quando eu falo o deficiente, eu digo não só o deficiente visual, eu sou deficiente visual, mas todo tipo, toda a diversidade das deficiências. E como trabalhar isso? Isso com a nossa ideia que a gente vai desenvolver, ao longo desse projeto né? Formas da gente mudar a visão que as pessoas têm em relação ao deficiente. Eu tenho um, eu trabalho com essa questão da inclusão na educação, como um profissional da Educação Especial, e acredito firmemente, e somente através da educação, somente através dessa… de mostras de exemplos de atitudes corretas, é possível a gente alterar esse quadro. Por que quando a mudança atitudinal acontece, as demais vem, vem junto, né? Eu vou dar um exemplo, se você tem um Centro Espírita que tem um degrau e causa embaraço para um cadeirante adentrar, quando você tem acessibilidade atitudinal bem desenvolvida, as pessoas, os trabalhadores, dirigentes dessa instituição, não vai esperar um cadeirante chegar lá e verificar aqui é impossível entrar. Eles já vão pensar isso antes.

[Luciane] Olá! Meu nome é Luciene Fontes, sou deficiente visual, eu tenho pele clara, olhos castanhos, cabelo preto curto, com mecha vermelha. Estou com uma blusa com estampas de coqueiros do lado esquerdo, meio alaranjado do lado direito mais esverdeado com fundo preto nas costas. Estou muito feliz pela participando desse grupo né, que visa implementar ações que eliminem barreiras de acesso aos centros espíritas pelas as pessoas com deficiências. E Essas barreiras, né? que vão desde a estrutura física, arquitetônica, como a construção de rampas, a colocação de piso tátil, mudanças estruturais nos banheiros, nos sanitários, até as barreiras atitudinais, que como Fludoaldo disse, são as mais difíceis, né? Que é precisa haver uma conscientização, principalmente desenvolvimento de empatia com outro nessa posição. Então para isso a gente pode propor oficinas de sensibilização, que elas têm uma função realmente… um efeito realmente muito importante né? E eu acho que ia fazer jus ao que reza o tripé de uma das leis naturais né? Justiça Amor e Caridade.

[Karla] Oi gente! boa tarde para todos e para todas, meu nome é Karla com K. Eu sou uma mulher de mais ou menos 50 anos, tenho o cabelo louro, com luzes, um cabelo mais ou menos no meio das costas, hoje eu estou com uma blusa um pouco alaranjada, estou no lugar que tem uma estante com muitos livros atrás de mim. Bom eu trabalho com educação inclusiva, já alguns anos, eu sou professora de educação básica, e trabalho também com educação nível superior né e sempre trabalhando com esse disciplina de inclusão. Hoje é a minha grande, assim, talvez não sei ser lema ou bandeira, eu sempre trabalho com crianças e com adolescentes autistas. Hoje para mim, a minha grande temática, hoje, é trabalhar o modelo social na inclusão, não modelo médico que busca a cura. Eu quero o modelo social, no qual a gente não pensa nessa cura, na deficiência como uma doença, mais uma a deficiência com mais uma característica. E eu penso caminhar também no sentido de cuidar do cuidador, que cuida dessa criança, desse adolescente, desse cuidador que precisa ser cuidado, e que tem um papel fundamental com essa criança, com esse jovem, com esse adulto, que é deficiente. E assim eu penso também, que o mundo das luzes
às vezes ele pode ser mais obscuro que o mundo das trevas. Então assim, eu essa frase é do filme “Primeira Vista”, de Oliver Sacks. Ele fala muito nessa questão da gente buscar a cura de uma deficiência. Então eu acho que é por aí.

[Ligia] Mylene…

[Mylene] Boa tarde a todos e todas! Eu sou Mylene Santiago, uma mulher de parda de 45 anos, cabelos curtos cacheados. Estou fazendo parte desse time, que está se formando com bons propósitos, e a minha contribuição, é no sentido de… bem eu sou trabalhadora do IDE [Instituto de Difusão Espírita], Professora, eu estudo trabalho com inclusão de jovens, crianças e adultos desde meus 20 anos, e eu espero contribuir com os estudos e práticas, buscando relacionar a inclusão movimento espírita, no sentido de tornar o movimento espírita, não só no espaço que eu trabalho, mas através do espirita.info. Desculpa gente é o ônibus [barulho de ônibus]. Através do espirita.info a gente vai ter uma abrangência nacional, a gente vai poder dialogar com outras pessoas de outros estados, de outros centros, e a gente tem o desejo de construir ambientes mais acolhedores, para todos; colocar os nossos valores espíritas em prática; lidar com as diferenças, de modo a superar os preconceitos. Que a gente sabe que a gente, ainda tem um outro preconceito, para ser trabalhado, e é um processo também que faz parte da nossa reforma íntima. A gente precisa em cada centro identificar e eliminar as barreiras, A participação para todas as pessoas, quer sejam pessoas com deficiência, pessoas em idades mais avançadas, e outras questões que possa trazer impedimentos. E o nosso objetivo, também principalmente, eu pretendo contribuir com isso, no sentido de oferecer acessibilidade aos espaços, e conteúdos nas diferentes atividades espíritas, quer sejam, grupos de estudos, palestras públicas, atendimentos, atendimentos fraternos, e outras informações ou possibilidades. Até mesmo nos nossos espaços de confraternização, todos esses espaços a gente precisa pensar. Cada vez mais a gente tem que construir ambientes em que todas as pessoas se sentem, se sintam pertencentes, acolhidas e independente das suas dificuldades, elas possam compartilhar a experiência fraterna de amizade. Em síntese é o nosso desejo que o movimento espírita se amplie e se torne cada vez mais inclusivo.

[Ligia] Dandara, você quer se apresentar?

[Dandara] Posso aí a Queila vai me interpretar né Queila? Então eu vou dar essa parada… então, gente, meu nome é Dandara. Eu sou uma mulher, preta, de cabelos curtos, gorda. Eu sou espírita, trabalhadora do Garcia, trabalho com jovens também, faz parte do projeto de inclusão da Ame [Assoc. Mun. Espírita de Juiz de Fora], da Comunidade Surda Espírita Brasileira, da CONSEBE. Eu fico muito grata de poder estar participando do grupo, e espero contribuir com essa parte da interpretação, da inclusão, que diz respeito à comunidade surda, o que é a Libras, como tornar os materiais mais acessíveis não só a questão da interpretação, mas também do acolhimento dos surdos na casa Espírita, como receber, quais recursos que a gente pode disponibilizar quando não tem intérprete. E espero poder contribuir em todos os projetos. Fico muito feliz de poder estar trabalhando com vocês.

[Ligia] Queila, você já se apresentou?

[Queila] E é boa tarde, meu nome é Queila, eu tenho pele branca, cabelo loiro, cabelos longos e loiro, uso óculos, estou usando uma blusa preta, estou no fundo verde. Eu sou intérprete, sou professora e intérprete de libras, e como a Dandara, disse, também, a nossa proposta parecida né, que a gente vai trabalhar juntas na inclusão do surdos né? Acessibilidade para comunidade surda, através da libras, que é a Língua Brasileira de Sinais. Que a gente possa fazer com que o movimento espírita seja mais inclusivo, tanto para o surdo quanto para todos.

[Mylene] áudio Lígia… [Ligia] Eduardo, você pode falar agora?

[Eduardo] Posso. Ok! Boa tarde, eu queria começar falando que eu não conheço, noventa por cento de vocês, aí. Eu conheço a Mylene, já faz tempo, você Lígia, e assim, eu mais eu queria falando… Falar alguma coisa que a Karla Gabriel começou a falar. Muitas vezes a gente está importando muito com os deficientes, eu já lido com eles há 40 anos, a gente esquece muitas vezes dos pais. Aqueles pais que chegam ao centro, chegam qualquer lugar, as vezes os pais dos deficientes, estão cansados, estão agitados, estão necessitados muito apoio. Porque muitas desses muitos desses deficientes que eu conheço, tiveram reprodutores e não têm pais. E as mães têm que sair para trabalhar e ficam esses meninos sozinhos dentro de casa, passando necessidades. E essas mulheres precisam de apoio, principalmente na doutrina acolhedora como a nossa Doutrina Espírita. As nossas casas espíritas, e agora estou falando por uma que eu sou vice presidente, que e a Fundação Espirita Allan Kardec, não tem uma acessibilidade ideal para o meu filho que cadeirante. Se ele precisa ver se ele, quando ele quer ver uma palestra eu em dois lances de escadas com ele nas costas. Então fica difícil. Mas eu acho que eu comecei pelo fim, não me apresentei. Eu sou Luís Eduardo Prado de Oliveira, agora estou no quarto do Thiago, mas eu estava na sala, atrás de mim o guarda-roupa, deve tá aparecendo espelho, eu tenho 67 anos, o cabelo meu é branquinho, branquinho. Uso óculos. Estou agora com a camisa azul escuro, e vai dizer, bom… e fazer minha palavra de cada um de vocês que falaram. A inclusão engloba o ser humano em qualquer uma de suas deficiências. E na doutrina de Jesus, na Doutrina dos Espíritos, Nós não podemos deixar isso passar em branco. E todos nós temos alguma deficiência, a ser sanada. Moral, física e mental. A gente tem que trabalhar juntos para isso. Eu não sei em que que eu posso contribuir, mas eu estou aqui de braços abertos e disposto a aprender a fazer alguma coisa com vocês. Ligia, muito obrigado pelo convite, é um assunto que me interessa muito, um abraço a cada um de vocês, que Deus, nos ampare. [Ligia] Gente então, é depois que a gente apresentou a primeira equipe do pessoal que eu consegui chamar para essa reunião. Eu estava até conversando com o Fludoaldo, que é muito difícil a gente fazer uma inclusão dentro de uma equipe. Então como é que a gente chama o negro, como é que a gente chama o o homoafetivo, como é que a gente.. então a gente tem que localizar as pessoas. E tem que ser… e tem que ser espírita. Não precisa estar ligada ao centro espírita, mas tem que ser espírita. Por causa da nossa proposta que a gente tá envolvendo pelo menos por enquanto, né? É necessário que a pessoa seja espírita. Então como vocês podem ter visto eu sou da Sociedade Espírita Primavera, a gente tem um da Feak, a gente tem 1, 2 que eu acho que do IDE [Instituto de Difusão Espírita], tem do Garcia, é tem da Feak… Então a gente tem uma quantidade de centros espíritas, a gente procurou dentro dos nossos círculos de amizade, as pessoas que estão ligados, a vários centros, então a gente também está fazendo esse trabalho, de inclusão dos centros espíritas, em trabalho único né, que também é uma coisa complicada dentro dos centros espíritas. Então e a gente está convidando as pessoas, que querem fazer parte desse projeto. Que querem realmente assumir algumas, encabeçar algumas posturas, à frente do seu centro espírita, à frente das suas da sua escola, do seu trabalho. E se quiser vir a gente aceita de braços abertos Ok? Então a gente vai finalizar, alguém quer dar alguma, falar alguma coisa?

[Ligia] Ok! Gente. Eu agradeço a todos, a todas que estão aqui e agradeço nossos assistentes, nossos ouvintes, e esperamos que a próxima Live, a próxima, o nosso próximo vídeo, a gente também possa trazer alguma coisa sobre a educação, e a inclusão de uma forma mais específica, um abraço a todos vocês.

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